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História de Souto

A primeira freguesia no núcleo concelhio, a contar do sul. A Sua designação toponímica é do tempo e origem em que os grandes senhores romanos fundaram as primitivas vilas e lhes deram o nome do mais notável acidente que se verificava na região, neste caso povoada de castanheiros. Ainda hoje se mantém sinais dessa fertilidade.

Afonso III conferiu o título de Vila e de couto a esta freguesia, outrora denominada Souto da Ribeira do Homem, sendo extinto o Couto de Souto no ano de 1836.

No meio do lugar Assento, junto à Picota, ainda existe a Casa do Concelho, nas traseiras era a cadeia, em frente a Casa do Couto, onde existiam algumas peças de cantaria mais trabalhadas, (umas carrancas e uma bacia de pedra) em que os velhos magistrados seguindo os «velhos testamentos» purificavam as mãos depois de pronunciarem suas sentenças. A forca que inicialmente teria sido ali mesmo ao pé, passou a ter lugar no monte do Paço, para não oferecer triste espetáculo aos moradores.

Habitações de boa e sólida construção, ostentam algumas delas elegantes escadarias de fino granito bem trabalhado e nas padieiras dos portais, gravadas as datas da sua execução, deixam entender que o século XVIII foi o das suas maiores possibilidades de ressurgimento.

É fama ter havido aqui bons cozinheiros quando o Gerês e Caldelas recrutavam ao perto o seu pessoal hoteleiro e a cozinha portuguesa conquistava seus títulos de celebridade, com o seu cabrito bem temperado de verdasco e salgadeira e assado no forno de cozer o pão.

O padroeiro é desde sempre São Salvador.

A Igreja Matriz é rica e luxuosa em seu interior. Altar-mór joanino, com uma linda tribuna. No teto, de madeira pintada, tem ao centro a imagem do Salvador, nos cantos as imagens dos Evangelistas. Na frontaria, acima da janela a imagem do Salvador, de pedra. Junto à porta do fundo, para o adro, tem uma lápide: “Ao saudoso condiscípulo Manoel José Marques, no 1.º anniversário do seu fallecimento, o Curso Theológico de 1908-1911, VI-X-MCMXIV. No chão está a sepultura do que acima respeita.

Ao fundo do lugar da Igreja está a Capela do Senhor dos Passos feita no ano de 1856. Poucos metros abaixo a Capela de São Roque, de relativa grandeza, com sineira, tem na padieira da porta principal gravada a era de 1739. Com o seu magnífico altar da Renascença. Ao fundo o Cruzeiro Paroquial.

No lugar de Santa Cruz, existem marcos Miliários, a Geira Romana e a antiquíssima Capela de Santa Cruz, existindo um remotíssimo culto de Santa Helena.

Souto é, por este lado, a sala de visitas do concelho e também do Rio Homem.

É composta pelos seguintes lugares: Caneiro, Garcia, Igreja, Lages, Outeiro, Paço, Passos, Pardieiro, Porta, Quintães, Sá, Sá-Novo, Santa Cruz, Santa Eufémia, São Croio e Sequeirô.